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quinta-feira, 22 de junho de 2017

O que é um namoro casto?

O Catecismos (CIC, 2350) ensina como deve ser o noivado e o namoro cristão:
  • Os noivos são chamados a viver a castidade na continência.
  • Eles farão, neste tempo de prova, a descoberta do respeito mútuo, a aprendizagem da fidelidade e da esperança de se receberem um ao outro de Deus.
  • Reservarão para o tempo do matrimónio as manifestações de ternura específicas do amor conjugal.
  • Ajudar-se-ão mutuamente a crescer na castidade

O que é castidade?

Ensina o YouCat: “É uma virtude com que uma pessoa apta para a paixão reserva o seu desejo erótico para o amor consciente e decididamente, resistindo à tentação de se perder na satisfação voluptuosa dos elementos sexuais. A castidade não deve ser confundida com beatice. Uma pessoa que vive castamente não é um joguete dos seus desejos, mas vive conscientemente a sua sexualidade pelo e como expressão do amor. A falta de castidade enfraquece o amor e obscurece seu sentido”
A Igreja Católica defende o princípio “ecológico”, isto é, totalizante da sexualidade: primeiro, contém o desejo sexual, que é algo bom e belo; segundo, o amor pessoal; terceiro a vitalidade, ou seja a abertura aos filhos... Três aspectos indissociáveis”  (YouCat, 404).

Mais ensinamentos da Igreja sobre a Castidade...
  • A Castidade é um fruto do Espírito Santo (Gl 5,22s)
  • É um chamado de Deus (CIC, 2348)
  • Um dom de Deus, uma graça (CIC, 2345)
  • “Guarda do amor autêntico” (Papa João Paulo II)
  • “Garantia segura do amor genuíno” (Papa Bento XVI)
  • É uma virtude moral (CIC, 2345), guiada pelo domínio de si e a temperança

O que é um Amor Casto?

“Um amor casto é um amor que se defende contra todas as forças internas e externas que o procuram destruir. É casta aquela pessoa que assumiu conscientemente a sua sexualidade e a integrou bem na sua personalidade” (YouCat, 404)

“Castidade e continência não são o mesmo. Até uma pessoa que tem uma vida sexual ativa no matrimônio deve ser casta; ela comporta-se castamente quando a sua atividade corporal é expressão de um amor sério e fiel” (YouCat, 404)

Ofensas à castidade

O Compêndio do Catecismo da Igreja Católica resume a questão acerca das ofensas à castidade da seguinte forma: “São pecados gravemente contrários à castidade, cada um segundo a natureza do objeto: o adultério, a masturbação, a fornicação, a pornografia, a prostituição, o estupro, os atos homossexuais. Estes pecados são expressões do vício da luxúria (...)” (Compêndio, 492)

Como viver um namoro casto?

Também o Compêndio nos ensina que“São numerosos os meios à disposição: a graça de Deus, a ajuda dos sacramentos, a oração, o conhecimento de si, a prática duma ascese adaptada às situações, o exercício das virtudes, em particular da temperança, que procura fazer com que as paixões sejam guiadas pela razão” (Compêndio, 490)

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Castidade segundo os estados de vida

Continuando o tema da castidade, segundo o Catecismo da Igreja Católica, lembremos que “todo batizado é chamado à castidade (...) segundo seu específico estado de vida (CIC, 2348): casados ou celibatários.

Desde os tempos apostólicos, virgens e viúvas cristãs, chamadas pelo Senhor a apegar-se a Ele sem partilha em uma liberdade maior de coração, de corpo e de espírito, tomaram a decisão, aprovada pela Igreja, de viver respectivamente no estado de virgindade ou de castidade perpétua "por causa do Reino dos Céus" (Mt 19,12; cf. CIC, 922).

“Acrescentada às outras formas de vida consagrada, a ordem das virgens constitui a mulher que vive no mundo (ou a monja) na oração, na penitência, no serviço a seus irmãos e no trabalho apostólico, conforme o estado e os carismas respectivos oferecidos a cada uma. As virgens consagradas podem associar-se para guardar mais fielmente seus propósitos” (CIC, 924).

Todos os ministros ordenados da Igreja latina, com exceção dos diáconos permanentes, normalmente são escolhidos entre os homens fiéis que vivem como celibatários e querem guardar o celibato “por causa do Reino dos Céus” (Mt 19,12). Chamados a consagrar-se com indiviso coração ao Senhor e a “cuidar das coisas do Senhor”, entregam-se inteiramente a Deus e aos homens. O celibato é um sinal desta nova vida a serviço da qual o ministro da Igreja é consagrado; aceito com coração alegre, ele anuncia de modo radiante o Reino de Deus (CIC, 1579).


As pessoas casadas são convidadas a viver a castidade conjugal; os outros praticam a castidade na continência: Existem três formas da virtude da castidade: a primeira, dos esposos; a segunda, da viuvez; a terceira, da virgindade. Nós não louvamos uma delas excluindo as outras. Nisso a disciplina da Igreja é rica” (CIC, 2349).

“Os noivos [ou namorados] são convidados a viver a castidade na continência. Nessa provação eles verão uma descoberta do respeito mútuo, urna aprendizagem da fidelidade e da esperança de se receberem ambos da parte de Deus. Reservarão para o tempo do casamento as manifestações de ternura específicas do amor conjugal. Ajudar-se-ão mutuamente a crescer na castidade”. (CIC, 2350).

“As pessoas homossexuais são chamadas à castidade. Pelas virtudes de autodomínio, educadoras da liberdade interior, às vezes pelo apoio de uma amizade desinteressada, pela oração e pela graça sacramental, podem e devem se aproximar, gradual e resolutamente, da perfeição cristã” (CIC, 2359).

A virtude da castidade desabrocha na amizade. Mostra ao discípulo como seguir e imitar Aquele que nos escolheu como seus próprios amigos, se doou totalmente a nós e nos faz Participar de sua condição divina. A castidade é promessa de imortalidade. A castidade se expressa principalmente na amizade ao próximo. Desenvolvida entre pessoas do mesmo sexo ou de sexos diferentes, a amizade representa um grande bem para todos e conduz à comunhão espiritual. (CIC, 2347).

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Falando sobre a castidade


A palavra castidade aparece 47 vezes no Catecismo da Igreja Católica, tida como “perfeição da caridade” (CIC, 915). A Igreja convida os jovens a se instruírem e se prepararem no cultivo da castidade como exercício preparatório para o amor conjugal (CIC, 1632).

A Bíblia enumera a castidade como um dos frutos do Espírito Santo (Gl 5, 22s), ou seja, “primícias da glória eterna” (CIC, 1832). Nos três Evangelhos sinópticos, o apelo de Jesus dirigido ao jovem rico, de segui-lo na obediência do discípulo e na observância dos preceitos, é relacionado com o convite à pobreza e à castidade (CIC, 2053).


Contudo, é nos parágrafos 2337 a 2359, quando aborda as ofensas à castidade, que o Catecismo explicita “a vocação à castidade”, a qual resumiremos a seguir.


O que é a castidade? O Catecismo responde:  é “a integração correta da sexualidade na pessoa” (CIC, 2337), portanto, não é a negação ou repressão da sexualidade e do sexo como algo impuro, sujo, essencialmente mal, mas a forma de vive-la de forma “verdadeiramente humana” (CIC, 2337). E como isso acontece? Quando a sexualidade se exprime em uma relação “de pessoa a pessoa, na doação mútua integral e temporalmente ilimitada do homem e da mulher” (CIC, 2337), em outras palavras, com a pessoa certa (o cônjuge), do jeito certo (a entrega mútua, recíproca, de livre e espontânea vontade), no momento certo (na vida conjugal) e na intensidade correta (ou seja, integral, não doou apenas meu corpo à minha esposa, mas também meu interior).


A pessoa casta se opõe a todo comportamento que venha ferir a castidade, não tolera nem a vida dupla nem a linguagem dúbia (CIC, 2338)


A castidade é uma virtude moral (CIC, 2345), assim como a justiça, a fortaleza, a temperança, isso significa que é adquirida humanamente, resultado de atitudes pessoais firmes, disposição, uso da inteligência, da vontade que regula os nossos atos, guiando nossas paixões segundo a fé e a razão (cf. CIC, 1804). Por isso, compreende-se que “a castidade representa uma tarefa eminentemente pessoal” (CIC, 2344): depende de meu esforço ser mais casto, de não me expor a situações que venham feri-la.


Com isso em mente, compreende-se que “a castidade comporta uma aprendizagem do domínio de si que é uma pedagogia da liberdade humana (CIC, 2339), o qual deve ser aprendido no lar cristão, através dos ensinamentos dos pais (cf. CIC, 2223). O "domínio" do mundo que Deus havia outorgado ao homem desde o início (cf. Gn 1,28) realizava-se, antes de tudo, no próprio homem como domínio de si mesmo (CIC, 377). A alternativa é clara ou o homem comanda suas paixões e obtém a paz, ou se deixa subjugar por elas e se torna infeliz” (CIC, 2339).


O Catecismo reconhece que o “domínio de si mesmo é um trabalho a longo prazo. Nunca deve ser considerado definitivamente adquirido. Supõe um esforço a ser retomado em todas as idades da vida. O esforço necessário pode ser mais intenso em certas épocas, por exemplo, quando se forma a personalidade, durante a infância e a adolescência” (CIC, 2342), também em certos contextos culturais (cf. 2344) e estados de vida, como no período do noivado – poderíamos incluir aqui também o namoro (cf. CIC, 2350).


Mas, todo batizado é chamado a viver a castidade (cf. CIC, 2348) e tem a obrigação de “resistir às tentações empenhar-se-á em usar os meios: o conhecimento de si, a prática de uma ascese adaptada às situações em que se encontra, a obediência aos mandamentos divinos, a prática das virtudes morais e a fidelidade à oração” (CIC, 2340).


A virtude da castidade é comandada pela virtude cardeal da temperança, que tem em vista fazer depender da razão a paixões e os apetites da sensibilidade humana. (CIC, 2341). O que é a temperança? É a moderação, a sobriedade, é “a virtude moral que modera a atração pelos prazeres e procura o equilíbrio no uso dos bens criados. Assegura o domínio da vontade sobre os instintos e mantém os desejos dentro dos limites da honestidade” (CIC, 1809). Não está relacionada apenas à sexualidade, mas também a toda espécie de excesso, o abuso da comida, do álcool, do fumo e dos medicamentos (cf. CIC, 2290).


O Catecismo lembra que “as virtudes humanas adquiridas pela educação, por atos deliberados e por uma perseverança sempre retomada com esforço são purificadas e elevadas pela graça divina” (CIC, 1810). Dessa forma, ressalta que também a castidade, apesar da exigência de esforço pessoal, é “também um dom de Deus, uma graça, um fruto da obra espiritual. O Espírito Santo concede o dom de imitar a pureza de Cristo àquele que foi regenerado pela água do Batismo” (CIC, 2345). “Leva aquele que a pratica a tornar-se para o próximo uma testemunha da fidelidade e da ternura de Deus”. (CIC, 2346).


Diante de tudo isso, recordo as palavras de Jesus aos discípulos “sem mim vocês não podem fazer nada” (Jo 15,5), então, peçamos a graça de ordenarmos a nossa sexualidade em sintonia com o Seu Coração Sagrado.

sábado, 20 de junho de 2015

Para pensar o namoro cristão

Selecionamos alguns conselhos da doutrina católica para se viver um namoro com sentido verdadeiramente cristão.
 
A Constituição dogmática Lumen Gentium afirma o sentido do namoro (e outros estados de vida):
 
“Todos os cristãos são, pois, chamados e obrigados a tender à santidade e perfeição do próprio estado. Procurem, por isso, ordenar retamente os próprios afetos” (LG, 42).
 
O papa João Paulo II, na exortação Familiaris Consortio relembra o papel formativo da família na orientação dos jovens no processo de amadurecimento que passa desde o namoro até se consumar no matrimônio:
A família deve orientar, desde à infância, os jovens à descoberta de si, de suas as forças e fragilidades, ao desenvolvimento da personalidade, do caráter, dos valores humanos, do autocontrole, da forma como se relacionar com as pessoas (inclusive do sexo oposto), com a sociedade e com o mundo. Bem como também é o período de se receber uma sólida formação espiritual e catequética sobre os valores cristãos (Familiaris Consortio, n.66).
O papa Bento XVI chegou a afirmar que o namoro tem que ser vivido tendo em vista o matrimônio e o papa Francisco, em encontro com jovens na Umbria, exortou: “não tenhais medo de dar passos definitivos, como o do matrimónio: aprofundai o vosso amor, respeitando os seus tempos e as suas pressões, orai, preparai-vos bem, mas depois tende confiança que o Senhor não vos deixa sozinhos! Fazei-o entrar na vossa casa como um membro da família, e Ele amparar-vos-á sempre”  (4 de Outubro de 2013).
 
O casal deve refletir a imagem de Deus um para o outro. Assim diz o Youcat, o catecismo jovem da Igreja Católica:
 
“Quem observa um casal de namorados olhando-se carinhosamente (...) fica com uma ideia (ainda que longínqua) do Céu. Pode ver Deus face a face é como um instante de amor, único e infindável” (YC, 158).
 
Ora, o que se diz aqui é que um deve ser a imagem e a semelhança de Deus na vida do outro: ao olhar para o namorado, a namorada deve sentir a presença de Deus; ao ver a face da amada, o namorado deve contemplar, de alguma forma, o reflexo do Senhor. O céu não é lugar das coisas passageiras, do provisório, do descartável; mas do amor firme, fiel, eterno. Céu é lugar da presença divina e da santidade.
 
O papa Bento XVI, em um encontro com namorados diz que os namorados têm que testemunhar esse reflexo divino na comunidade. E como fazer isso? Ele dá 10 conselhos práticos:
 
1. Evitar se fechar em “relações intimistas”;
2. Fazer com que o namoro se torne “presença ativa e responsável na comunidade” cristã;
3. Viver o amor como lugar da gratuidade, sacrifício de si, perdão e de respeito ao outro;
4. No namoro, deve-se buscar o amadurecimento;
5. Viver o tempo do namoro na expectativa do dom da vida matrimonial;
6. Deve-se percorrê-lo como um “caminho de conhecimento”
7. Procurar, desde já, “educar-se para a fidelidade”
8. Não se deve acelerar as etapas, pois isso “acaba por comprometer o amor”, que, ao contrário precisa, de respeitar os tempos e a gradualidade nas expressões;
9. O namoro deve “dar espaço a Cristo, que é capaz de tornar um amor humano fiel, feliz e indissolúvel”;
10. O casal deve “procurar e acolher a companhia da Igreja”. 
 
O Catecismo da Igreja Católica (CIC, 2350), referindo-se aos noivos, mas também podendo se aplicar aos namorados, ensina que:
  • “Os noivos (e namorados) são convidados a viver a castidade na continência”;
  • Viver “uma descoberta do respeito mútuo”
  • A “aprendizagem da fidelidade e da esperança de se receberem ambos da parte de Deus”;
  • “Reservarão para o tempo do casamento as manifestações de ternura específicas do amor conjugal”;
  • E também: “ajudar-se-ão mutuamente a crescer na castidade” (CIC, 2350).
O documento Sexualidade Humana, do Conselho Pontifício da Família, ensina que:
 
“A castidade exige que se evitem certos pensamentos, palavras e ações pecaminosas” (Sexualidade Humana, 18);
 
Deve-se ainda evitar “ocasiões de provocação e de incentivo ao pecado [bem] como saber superar os impulsos da própria natureza” (Sexualidade Humana, 18);
 
E ainda procurar “disciplinar os sentimentos, as paixões e os afetos” (Sexualidade Humana, 16);
 
Papa Bento XVI, em pronunciamento no Brasil (10 maio de 2007), também lembrou aos jovens que devem procurar “resistir com fortaleza às insídias do mal existente em muitos ambientes, que vos leva a uma vida dissoluta, paradoxalmente vazia, ao fazer perder o bem precioso da vossa liberdade e da vossa verdadeira felicidade”.
 
A Sagrada Congregação para a educação Católica, ao traçar as linhas gerais para uma educação sexual  nos lembra que:
 
As relações íntimas devem-se realizar somente no matrimônio (n.95);
 
E que “estão-se difundindo cada vez mais entre os adolescentes e os jovens certas manifestações de tipo sexual que por si se dirigem à relação completa sem, porém, chegar à sua realização; manifestações da genitalidade que são uma desordem moral, porque se dão fora de um contexto matrimonial”.
 
Ao contrário o documento lembra, na esteira de todo o pensamento da Igreja sobre o tema, que “o verdadeiro amor é capacidade de abertura ao próximo numa ajuda generosa, é dedicação ao outro para o bem dele; sabe respeitar a personalidade e a liberdade do outro; não é egoísta, não se procura a si próprio no outro, é oblativo, não possessivo. O instinto sexual, ao contrário, se entregue a si próprio, reduz-se à genitalidade e tende a dominar o outro, procurando imediatamente uma satisfação pessoal”.
 
Verdade que a Igreja reconhece que esse é um esforço muito grande e mas “torna-se possível pela graça divina mediante a palavra de Deus acolhida com fé, a oração filial e a participação nos Sacramentos, sobretudo, a Eucaristia e a Reconciliação” (n. 45), bem como “a oração pessoal e comunitária” como “o meio insubstituível para conseguir de Deus a força necessária para manter fidelidade aos compromissos baptismais, para resistir aos impulsos da natureza humana ferida pelo pecado e para equilibrar as emoções provocadas pelas influências negativas do ambiente” (n. 46).
 
Por isso, o papa Francisco aconselha que os namorados e noivos rezem um pelo outro e propõe a seguinte oração: “Senhor, o amor nosso de cada dia nos dai hoje”.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Santos e casados!

Li essa matéria no site do prof. Felipe Aquino sobre santos que foram canonizados pela Igreja. Isso mostra o quanto o matrimônio pode ser caminho de santidade para os cônjuges.

O site ACI informou na última quinta (05/03/15) que o anúncio da canonização dos pais de Santa Teresa de Lisieux, provocou certa curiosidade de saber quantos outros santos casados estão nos altares. Com isso, divulgaram esta matéria para que conheça quem são eles, o que fizeram para vencer as crises que às vezes se apresentam nos casamentos e como deram a vida pela fé.
 
Louis e Zelie Martin, pais de Santa Teresinha do Menino Jesus
 
O caminho à santidade é possível na vida conjugal. Exemplo disso são, em primeiro lugar, a Santíssima Virgem Maria e seu esposo São José, que são parentes de São Joaquim e Santa Ana, pais da Virgem.
 
No início do cristianismo, há uma lista numerosa de casais que foram martirizados, como os cônjuges Áquila e Priscila, colaboradores do apóstolo Paulo e por cuja proteção expuseram suas próprias vidas.
 
No século VII, na Bélgica, estão São Vicente e Santa Valdetrudis, pais de quatro filhos também santos: Landerico (Bispo de Paris), Dentellino (que morreu jovem), Aldetrudis e Madelberta (abadessas do mosteiro de Maubeuge).
 
Do mesmo modo, Santa Valdetrudis provém de uma família em que Walberto e Bertilia, seus pais, também são santos, assim como a sua irmã Santa Aldegundis.
 
No século XII, está São Isidro Lavrador junto com a sua esposa Santa Maria da Cabeça. Diz-se que certo dia eles estavam no campo e seu filhinho caiu em um poço muito profundo. Como não conseguiram resgatá-lo, ajoelharam-se e começaram a rezar. De repente, as águas começaram a subir e o menino apareceu sem nenhum arranhão.
 
Entre os mais atuais se venera no Brasil os beatos mártires Manuel Rodrigues Moura e a sua esposa, vítimas da opressão que se desencadeou contra a fé católica (1645). Junto a eles estão muitos casais mártires no Japão e Coréia.
 
Pesquisando um pouco mais, encontrei outros casais de beatos e santos no Blog Breviário:
 
Dos primeiros séculos do cristianismo temos:
 
#São  Valeriano e Santa Cecília. São santos mártires de Roma. Cecília, que tinha prometido sua virgindade a Deus, converteu seu noivo Valeriano ao Cristianismo e os dois decidem viver em castidade, sendo depois martirizados.
#Santos Timóteo e Santa Maura. Timóteo era leitor na Igreja de Penapeis em Tebaida. Casou-se com Maura apenas 20 dias antes de ser traído e entregue ao Governador Ariano, acusado de ser professor dos cristão.
#São Julião e Santa Basilissa. É um casal para figurar na história da Igreja com louvores Julião e sua esposa Basilissa e fizeram um pacto de consagração a Deus, para se dedicarem a Seu serviço, apesar do sacramento matrimonial. Assim a união carnal não se concretizou e ambos permaneceram virgens. Somente, após a morte dos pais é que os dois puderam viver a vida espiritual na plenitude almejada. Usando seus bens, cada um fundou um mosteiro: Julião, o masculino e Basilissa, o feminino.
Mais recentes:
 
#Beatos Luigi Beltrame (1880-1951) e Maria Corsini Beltrame Quattrocchi (1884-1965) foram dois leigos casados ​​que se tornaram o primeiro casal a ser beatificado em conjunto, em 2001. De acordo com o Papa João Paulo II , que viveu uma vida normal em um forma extraordinária. Na história da Igreja foi um acontecimento inédito. Um casal do século XX declarado beato, os filhos presentes na cerimônia de beatificação dos pais, dois deles sacerdotes concelebravam com João Paulo II, tudo isso na mesma Igreja onde cem anos atrás os pais deram-se um ao outro em matrimônio.
#Beato Carlo (1887-1922) e Serva De Deus Zita (1892-1989) da Áustria. Carlos foi o último Imperador da Áustria, Rei da Hungria e Boêmia, entre 1916 e 1918. Ficou conhecido como Carlos I da Áustria, IV da Hungria e III da Boêmia. A Igreja Católica o designa como Beato Carlos da Áustria. Zita foi uma católica devota, ela criou uma grande família sozinha, tendo ficado viúva aos vinte e oito anos, e permaneceu fiel à memória de Carlos I pelo resto de sua vida.
#Ulisse Amendolagine e Lelia Cossidente Amendolagine. Servos de Deus da Ordem Carmelita Teresiana Secular, que santificaram-se em um matrimonio cristão autentico, testemunhando Jesus Cristo aos irmãos.
#Beatos Sergio Bernardini e Domenica Bedonni foram agricultores nas montanhas de Pavullo (Modena), viveram e morreram santamente. Cônjuges e  pais exemplares, mesmo em meio a tanta pobreza, sofrimento e sacrifício. Eles tinham muitos sofrimentos, mas aceitaram com muito amor em Jesus.
 
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