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sábado, 24 de junho de 2017

Para lidar com o ciúme

Ciúme pode ser definido como um sentimento de posse ameaçado pelo medo da perda do objeto amado.

Existem três elementos comuns em todo sentimento de ciúme:
  • Uma reação frente a uma ameaça percebida;
  • Um rival (real ou imaginário);
  • Reação visa eliminar os riscos da perda do objeto amado.
É preciso entender que ter ciúmes pode ser algo bem normal, mas em excesso pode se tornar doença. O que distingue um do outro?
  • CIÚME NORMAL: Transitório, Específico, Baseado no real, Sentimento de preservar
  • CIÚME PATOLÓGICO: Sentimentos conturbados, Reações desproporcionais, Infundado, Sentimento de ameaça de perda, Existe um sofrimento, Caráter obsessivo, Dependendo da qualidade da autoestima, O enciumado não somente questiona o amor do outro, Desejo de controle total.


Algumas pessoas pensam que o ciúme é prova de amor, mas as duas coisas são bem diferentes. Vejamos o que São Paulo (1Cor 13) diz acerca do amor (aqui se referindo ao amor caritativo, mas que podemos aplicar ao amor entre homem e mulher:

4 O amor é paciente, o amor é prestativo; não é invejoso, não se ostenta, não se incha de orgulho.
5 Nada faz de inconveniente, não procura seu próprio interesse, não se irrita, não guarda rancor.
6 Não se alegra com a injustiça, mas se regozija com a verdade.
7 Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

Note como é diferente as características do amor para a do ciúme patológico:
Enquanto o amor espera, o ciumento é impaciente; enquanto o amor nada faz de inconveniente; o ciumento é inconveniente; o altruísmo do amor contrasta com o egoísmo do ciúme; enquanto o amor tudo sofre, o ciúme tudo faz sofrer; enquanto o amor se alegra com a verdade e tudo crê, o ciumento desconfia de tudo...

O ciúme é diferente da inveja...
  • O invejoso sente um profundo desgosto por não possuir aquilo que gostaria de ter e que o outro possui.
  • O ciumento teme perder aquilo que julga ser de sua posse exclusiva.
  • O ciúme tem por objeto os afetos e os sentimentos das pessoas;
  • A inveja se constrói pela posse das coisas, atributos, posição e poder
Não se sabe ao certo a origem do Ciúme, o mais provável é que tenha múltiplas causas, podendo ser um sentimento aprendido durante a infância despertado por muitas perdas, censuras, rivalidade, Complexo de inferioridade e baixa autoestima.

Como lidar com uma pessoa ciumenta?
  • Diálogo franco
  • Separação temporária
  • Firmeza nos princípios e convicções
  • Evitar qualquer tipo de ameaça e revide
Como lidar com o seu próprio ciúme?
  • Admitir o sentimento
  • Buscar ajuda profissional
  • Medidas preventivas
  • Autoanálise
  • Auxílio espiritual

quinta-feira, 22 de junho de 2017

O que é um namoro casto?

O Catecismos (CIC, 2350) ensina como deve ser o noivado e o namoro cristão:
  • Os noivos são chamados a viver a castidade na continência.
  • Eles farão, neste tempo de prova, a descoberta do respeito mútuo, a aprendizagem da fidelidade e da esperança de se receberem um ao outro de Deus.
  • Reservarão para o tempo do matrimónio as manifestações de ternura específicas do amor conjugal.
  • Ajudar-se-ão mutuamente a crescer na castidade

O que é castidade?

Ensina o YouCat: “É uma virtude com que uma pessoa apta para a paixão reserva o seu desejo erótico para o amor consciente e decididamente, resistindo à tentação de se perder na satisfação voluptuosa dos elementos sexuais. A castidade não deve ser confundida com beatice. Uma pessoa que vive castamente não é um joguete dos seus desejos, mas vive conscientemente a sua sexualidade pelo e como expressão do amor. A falta de castidade enfraquece o amor e obscurece seu sentido”
A Igreja Católica defende o princípio “ecológico”, isto é, totalizante da sexualidade: primeiro, contém o desejo sexual, que é algo bom e belo; segundo, o amor pessoal; terceiro a vitalidade, ou seja a abertura aos filhos... Três aspectos indissociáveis”  (YouCat, 404).

Mais ensinamentos da Igreja sobre a Castidade...
  • A Castidade é um fruto do Espírito Santo (Gl 5,22s)
  • É um chamado de Deus (CIC, 2348)
  • Um dom de Deus, uma graça (CIC, 2345)
  • “Guarda do amor autêntico” (Papa João Paulo II)
  • “Garantia segura do amor genuíno” (Papa Bento XVI)
  • É uma virtude moral (CIC, 2345), guiada pelo domínio de si e a temperança

O que é um Amor Casto?

“Um amor casto é um amor que se defende contra todas as forças internas e externas que o procuram destruir. É casta aquela pessoa que assumiu conscientemente a sua sexualidade e a integrou bem na sua personalidade” (YouCat, 404)

“Castidade e continência não são o mesmo. Até uma pessoa que tem uma vida sexual ativa no matrimônio deve ser casta; ela comporta-se castamente quando a sua atividade corporal é expressão de um amor sério e fiel” (YouCat, 404)

Ofensas à castidade

O Compêndio do Catecismo da Igreja Católica resume a questão acerca das ofensas à castidade da seguinte forma: “São pecados gravemente contrários à castidade, cada um segundo a natureza do objeto: o adultério, a masturbação, a fornicação, a pornografia, a prostituição, o estupro, os atos homossexuais. Estes pecados são expressões do vício da luxúria (...)” (Compêndio, 492)

Como viver um namoro casto?

Também o Compêndio nos ensina que“São numerosos os meios à disposição: a graça de Deus, a ajuda dos sacramentos, a oração, o conhecimento de si, a prática duma ascese adaptada às situações, o exercício das virtudes, em particular da temperança, que procura fazer com que as paixões sejam guiadas pela razão” (Compêndio, 490)

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Diferenças entre homens e mulheres - 3a parte (comunicação)

Este é o terceiro post da série sobre as diferenças entre homens e mulheres. Pesquisas revelam que o cérebro do homem funciona de modo bem diferente do cérebro da mulher e essa é uma das maiores causas de problemas entre os relacionamentos amorosos. Compreender essas diferenças próprias da natureza do homem e da mulher pode melhorar o convívio e ajudar a ter um namoro menos tumultuado.

Já falamos das diferentes habilidades de cada um, agora, abordaremos como os dois se comunicam de formas diferentes.

Em geral, as meninas aprendem a falar mais cedo que os meninos e de forma mais articulada. As mulheres, por serem mais detalhistas, expressam suas experiências com grande riqueza de gestos, sons e palavras. Elas chegam a usar, por dia, entre 6 e 8 mil palavras; já os homens, de duas a três vezes menos. Para a mulher falar é um modo de agradar e compartilhar, dizer que gosta de você. Já a fala masculina tem o objetivo de informar.

Sob estresse, as mulheres tendenciam a disparar em falar mais ainda, o homem acha que está sendo bombardeado por uma lista de problema para resolver. Fica nervoso, impaciente e tenta organizar as coisas. Na verdade, muitas vezes, elas querem apenas desabafar - e, quando o homem propõe soluções, é provável que ela até fique chateada!

Para um homem conversar com uma mulher, deve conter o impulso de propor soluções ou de questionar seus motivos. Se ela parece ter um problema, uma ótima técnica é perguntar: você quer que eu só escute ou te ajude a solucionar?

A fala feminina pode misturar vários assuntos em uma mesma conversa, o que deixa os homens ainda mais "perdidos". É importante que a mulher compreenda que, para se fazer entender ou convencer um homem, deve apresentar com clareza um pensamento ou uma ideia de cada vez. A fala indireta faz parte da estrutura do cérebro feminino, o homem não precisa se aborrecer com is­so. Pra chegar a um bom relacionamento com uma mulher, deve prestar atenção aos sons e à linguagem corporal.

O homem, geralmente, em um diálogo, usa frases mais cur­tas, fala de uma coisa por vez e, dificilmente, interrompe o outro (a menos que seja um debate). Por isso, os homens ficam irritados quando as mulheres interrompem sua fala ou não deixam eles completarem o raciocínio.

Outro erro muito comum ocorre nos momentos de discussão. Na tentativa de se impor, muitas mulheres, erradamente, elevam a voz, passando ao homem uma impressão de agressividade ou utilizam de "caras e bocas" ou sons para mostrar seus sentimentos: tudo isso é em vão! Geralmente, os homens não conseguem interpretar de maneira correta as sutilezas da entonação e da expressão facial. Quer ser entendida por um homem: seja clara e objetiva!

Outra coisa: as palavras uma mulher podem ser utilizadas com grande flexibilidade, enquanto o homem é mais literal. Ela pode reclamar que ele nunca a ouve; ele pode retrucar "NUNCA? Isso, não é verdade, não estou te ouvindo agora?"

Não é que as mulheres sejam supersensíveis e os homens, insensíveis. É que a constituição cerebral de um é diferente da do outro. Como no mundo femini­no a percepção é muito mais desenvolvida, elas esperam que eles também sejam capazes de ver os detalhes, ler seus sinais de linguagem verbal, vocal e corporal e adivinhar seus desejos, tal como fa­ria outra mulher. A mulher parte do princípio de que o homem será capaz de descobrir o que ela quer ou precisa e, quando isso não acontece, diz que ele é insensível, nem desconfiou! Ele reclama: Sou obri­gado a ler teu pensamento? 

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Diferenças entre homens e mulheres - 2a parte (eles)

Este é o segundo post da série sobre as diferenças entre homens e mulheres. Pesquisas revelam que o cérebro do homem funciona de modo bem diferente do cérebro da mulher e essa é uma das maiores causas de problemas entre os relacionamentos amorosos. Compreender essas diferenças próprias da natureza do homem e da mulher pode melhorar o convívio e ajudar a ter um namoro menos tumultuado. Já falamos delas, agora é a vez deles.


Os homens, em geral, usam os sentidos de forma mais seletiva, são mais pragmáticos, generalistas, possuem a sensibilidade menos aguçada que a mulher, sua atenção é mais focada em uma coisa de cada vez, sua forma de se comunicar é direta, fala menos, tende a ser mais racional, tende a ser bom em resolver problemas e, na maioria dos casos, tem maior inteligência espacial.

Estudos que confirmam que o cérebro masculino é especializado, compartimentado, configurado para se concentrar numa atividade específica. Por isso, a maioria dos homens diz que só pode fazer uma coisa de cada vez. Quando um homem pára o carro para consultar um mapa, o que faz primeiro? Desliga o rádio! A mulher, geralmente, não compreende isso. Se ela lê, ouve e fala ao mesmo tempo, por que ele não faz o mesmo? Por que ele insiste em que se desligue a televisão quando o telefone toca? Por que não escuta o que eu digo quando está lendo jornal ou vendo tevê? É uma queixa comum entre as mulheres do mundo todo. A resposta é que, devido ao número menor de fibra conectora entre os hemisférios e à compartimentação, o cérebro masculino é configurado para executar uma coisa de cada vez. Observe a imagem do cérebro de um homem enquanto ele está lendo, e vai verás que fica virtualmente surdo!

O cérebro masculino evoluiu de forma a solucionar problemas e buscar soluções racionais para estes problemas. As mulheres, geralmente, têm dificuldade com jogos espaciais ou atividades que exijam muito raciocínio lógico. A diferença já começa na idade escolar, quando mais novos, atividades como línguas e artes são aprendidas por elas mais rapidamente que pelos meninos, mas com a introdução de matérias como matemática, física e ciências, eles acabam se saindo melhor.

A maioria dos homens apresenta boa capacidade de localização. Apenas 10% das mulheres tem boa ou excelente orientação espacial, por isso, da dificuldade delas em estacionar o carro, fazer baliza, ler mapas, distinguir direita da esquerda e da dificuldade masculina de pedir informações quando está perdido!

As habilidades inatas do homem em se localizar fazem com que, admitir estar errado e se perdeu, seja admitir sua incapacidade e isso equivale, no seu entendimento, ao medo de ser abandonado pela companheira.

Para o homem, dirigir um carro é testar sua habilidade espacial em relação ao ambiente. Para a mulher, dirigir é apenas ir do ponto A ao ponto B sem contratempo. Se ele é o passageiro, a melhor estratégia é ligar o rádio, fechar os olhos e ficar calado. Afinal, se sabe que, em geral, a mulher se envolve menos em acidente que o homem. Ela chegará até lá. Talvez demore um pouco mas irá.

O homem, quando dirige, usa sua habilidade espacial e toma decisão que parece perigosa para a mulher que está a seu lado. Desde que ele não seja um louco do volante, é melhor ela se desligar, parar as críticas e o deixar dirigir em paz.

A visão masculina é programada para enxergar a longa distâncias. Não é muito boa com detalhes. Por isso, os homens têm dificuldade para encontrar chaves, meias, a manteiga na geladeira... Mesmo estando ao alcance da mão! Ou de perceber que a mulher cortou dois dedos do cabelo! Ou ainda as imperfeições do corpo feminino, como rugas, estrias, celulite, gordurinhas! Portanto, é muito provável que o seu namorado não perceba as “imperfeições” do seu corpo. Geralmente, isso só acontece, quando a mulher começa a mostrar! Então, pare de mostrar esse tipo de defeito e comece a focar nas coisas boas, assim seu namorado vai percebê-las mais ainda!

Para encerrar esse post, cito o papa Francisco:

O homem e a mulher, como casal, são imagem de Deus. A diferença entre homem e mulher não é para a contraposição, nem para a subordinação, mas para a comunhão e a geração, sempre à imagem e semelhança de Deus.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Diferenças entre homens e mulheres - 1a parte (elas)

Pesquisas revelam que o cérebro da mulher funciona de modo bem diferente do cérebro do homem e essa é uma das maiores causas de problemas entre os relacionamentos amorosos. Compreender essas diferenças próprias da natureza do homem e da mulher pode melhorar o convívio e ajudar a ter um namoro menos tumultuado.


Essas diferenças são, primeiramente, de ordem biológica, mais que cultural. A anatomia da mulher é diferente da do homem: não só pelas genitálias, mamas, mas também a constituição óssea (mais leve nas mulheres), formato do crânio (maior nos homens), da bacia (mais arredondada nas mulheres), dos dentes (na mulher, são mais delicados e regulares, enquanto, no homem, são mais volumosos), do funcionamento cerebral. O cére­bro feminino é um pouco menor que o masculino e, muito embora, o homem possua cerca de quatro bilhões de neurônios a mais, as mulheres, geralmente, alcançam uma pontuação cerca de 3% mais alta nos testes de inteligência do que eles.

A diferença entre os sexos se encontra também relacionada a questões genéticas, bioquímicas e variações hormonais, por exemplo, o excesso de testosterona no homem e de progesterona na mulher, isso faz com que as mulheres variem mais de humor ao longo do dia do que os homens.

Em geral, a mulher escuta melhor que o homem e distingue muito bem os sons mais agudos. O cérebro feminino é programado para ouvir um choro de criança no meio da noite, enquanto o pai pode não perceber e continuar dormindo. Com uma semana de vida as meninas são capazes de identificar a voz da mãe ou distinguir o choro doutro bebê entre os sons do ambiente. Os meninos não conseguem.

O cérebro feminino tem a capacidade de isolar e selecionar os sons e de tomar decisão a respeito de cada um deles. Por isso, as mulheres conseguem prestar atenção a uma conversa íntima e, ao mesmo tempo, ouvir o que se diz em volta. E é também por isso que os homens têm tanta dificuldade em escutar alguém quando a televisão está ligada ou quando vem da cozinha o barulho de prato. Se o telefone toca, o homem pede que se pare de falar, que se abaixe o som ou desligue a televisão para que possa ouvir. A mulher simplesmente atende.

Desde que nascem, as meninas são muito mais sensíveis ao toque e, quando adultas, a sensibilidade de sua pele é, pelo menos, dez vezes maior que a dos meninos.

Também os sentidos do paladar e do olfato são mais aguçados na maioria das mulheres do que nos homem. Os homens se saem melhor na percepção de salgado e amargo enquanto que as mulheres são muito melhores em distinguir doce. Eis aí uma provável causa das mulheres gostarem tanto de doce e de estar entre elas a maioria dos provadores de alimento. Na mulher o sentido do olfato não apenas é superior ao do homem médio mas fica ainda mais apurado durante o período da ovulação.

Muitas mulheres têm boa visão periférica de qua­se 180º. Os olhos do homem são maiores que os da mu­lher e o cérebro masculino é configurado para visão a longa distância, do tipo túnel, que o faz enxergar claramen­te em frente até muito longe, como se usasse binóculo.

Elas conseguem ser mais detalhistas, descritivas, mas eles têm dificuldade de encontrar a manteiga na geladeira ou a chave do carro mesmo que esteja a sua frente.


Em geral, as mulheres têm uma capacidade maior de perceber as variações de cores, especialmente, os tons de vermelho. O cromossomo X é o responsável por essas células que processam as cores. Como possui dois cromossomos X, isso se reflete na maneira detalhada como ela descreve as cores. O homem nomeia as cores com palavras simples, corno vermelho, azul e verde. A mulher fala de cinza-grafite, verde-água, azul-turquesa, cor de malva e verde-maçã.

De forma alguma as diferenças aqui descritas são para alimentar qualquer forma de sexismo, mas para mostrar que somos diferentes sim, mas complementares, isso nos enriquece como humanos. Certa vez, o papa João Paulo II assim se pronunciou acerca das diferenças entre homens e mulheres:

“A mulher é o complemento
do homem, como o homem é
o complemento da mulher:
mulher e homem são entre si complementares.
A feminilidade realiza o “humano”
tanto como a masculinidade,
mas com uma modulação distinta e complementar”

(Papa João Paulo II)



segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Você sabia que a gula pode prejudicar seu namoro e até o casamento?

A teologia católica ensina que a origem de todos os males humanos encontra sua raiz nos chamados "pecados capitais": soberba, avareza, luxúria, inveja, gula, ira e preguiça. Eles interferem, inclusive, no namoro cristão.

Esse é o quinto texto de uma série de reflexões sobre estes pecados para ajudar cada um a lidar melhor com seus limites e melhorar seu relacionamento e sua vida. Já abordamos a soberba, a avareza, a luxúria e a inveja, falemos, agora, da gula.

A rigor a gula é o amor desordenado aos prazeres ligados ao alimento - tratando-se do excesso de bebida, chama-se embriaguez (atualmente, alcoolismo); mas, a natureza é a mesma: a falta de autocontrole, chamada de intemperança.

A gula pode si dar pelo excesso ou pelo extremo rigor na qualidade - aquele tipo de pessoa que gasta "rios de dinheiro" em comidas refinadas sem necessidade ou ainda que só fala nessas coisas.

Claro a comida nos causa prazer, o problema é, sobretudo, quando esse se torna o único prazer (ou o principal) de tal forma que acaba por prejudicar a saúde do indivíduo, colesterol elevado, pressão alta, problemas cardíacos dentre outros. Tem gente que sabe que, por causa do diabetes, por exemplo, não pode comer doce, mas briga com todo mundo e até esconde um "chocolatezinho" ou "ataca" a geladeira à noite. Há pessoas viciadas em bebida que chegam a mentir para conseguir dinheiro para sustentar o vício do álcool.

A gula pode provocar, inclusive, consequências mais graves ainda para a alma como o abandono das atividades religiosas (pensemos no caso do jejum, da abstinência, das penitências). Todos sabem o quanto o alcoolismo prejudica o usuário, a família com a sociedade como um todo!

Mas, talvez, o que poucos saibam é que a gula pode prejudicar nossas relações amorosas, namoro, noivado e até o casamento!

Deixe-me explicar: não é o amor ao alimento em si que pode acabar seu namoro, aquelas saidinhas para lanchar no sábado à noite... nem do impacto financeiro dessas aventuras gastronômicas! Não, estou falando, justamente, daquilo que falta ao guloso, o autocontrole, o domínio de si, a temperança.

Para ilustrar o que estou afirmando, cito o exemplo de um famoso experimento realizado, em 1960, na Universidade de Stanford. Colocaram crianças de 4 anos em uma sala com marshmallows e prometeram a elas que, se resistissem ao seu impulso em comer os doces por uns 20min, receberiam o dobro. Um terço dele não resistiu à tentação. Uma década depois, descobriu-se que aqueles mais contidos haviam se tornado adolescentes mais bem sucedidas no trabalho, nos estudos e até nos futuros casamentos! O contrário dos outros, que eram mais briguentos, instáveis, intolerantes à frustração, ciumentos.

A intemperança faz apressar o passo, atropelar as etapas, não saber esperar e isso gera muitas complicações.

Os glutões geralmente, são pessoas excessivamente carentes, ciumentas, possessivas, com pouca tolerância a frustração; diante dos problemas, tendem a "descontar" sua raiva, medos, frustrações e ansiedades na comida ou bebida. Esse tipo de comportamento, além de prejudicial a si mesmo, causa um desequilíbrio nos vínculos afetivos exigindo do outro que ele preencha seu vazio existencial - o que já mais será saciado! - o que pode gerar sentimentos de culpa, cobrança, agressões, mentiras etc.

Os remédios para os males da gula partem do autoconhecimento de nossas próprias necessidades e limites, reconhecer até onde estou a satisfazer uma demanda do meu corpo ou de minha própria compulsão, até onde estou me utilizando da comida e da bebida para meu sustento ou como "bengala" para apoiar minha fragilidade emocional. Em alguns casos, é necessária ajuda profissional.

Como meios espirituais para combater a gula, oração, jejum e penitência são os meios clássicos. Pedir a Deus o dom do domínio de si e a graça do discernimento em ter a capacidade de saber reconhecer as próprias necessidades.

domingo, 30 de agosto de 2015

A inveja também destrói o namoro

A teologia católica ensina que a origem de todos os males humanos encontra sua raiz nos chamados "pecados capitais": soberba, avareza, luxúria, inveja, gula, ira e preguiça. Eles interferem, inclusive, no namoro cristão.

Esse é o quarto texto de uma série de reflexões sobre estes pecados para ajudar cada um a lidar melhor com seus limites e melhorar seu relacionamento e sua vida. Já abordamos a soberba, a avareza e a luxúria, falemos, agora, da inveja.


Inveja pode ser entendida pelo prazer que se sente com a desgraça alheia, no fundo, pode significar o desejo de ter a vida do outro e como isso não é possível torço pelo seu fracasso e me entristeço com seu sucesso - como se a felicidade dele perturbasse a minha.

O livro da Sabedoria (Sb 2,24) ensina o poder destrutivo da inveja ao afirmar que

"Pela inveja do diabo a morte entrou no mundo"

Santo Agostinho dizia que

"A inveja é o pecado diabólico por excelência”

E se referia a ela como "o caruncho da alma que tudo rói e reduz a pó".

O distintivo essencial da inveja é a falta de caridade, o amor não é invejoso - ensina São Paulo (1Cor 13,5). 

Ciúme é uma face da inveja. Não se alegra com os reveses e dissabores alheios. Mas tem o receio exacerbado de perder o bem que possui, e cobiça violentamente o bem dos outros, podendo chegar a prejudica-lo, física ou moralmente, através de fofocas, intrigas, calúnias, rivalidades etc.

Os invejosos podem ser pessoas inseguras, com baixa autoestima, ingratas e interesseiras, capazes de qualquer coisa para atingirem seus objetivos.

A pessoa invejosa, geralmente, tem dificuldade de admirar o outro, sofre do sentimento de injustiça. Muitas vezes, ela também é companheira das pessoas inseguras, fracassadas ou revoltadas, que, não conseguindo o sucesso das outras, ficam corroídas de inveja e desejando-lhes o mal. E muitas vezes, esse sentimento está tão entranhado na pessoa que ela mesma não sabe ou não consegue perceber que possui sentimentos de inveja em relação a outras pessoas.

A inveja destrói o namoro não pelo "olho gordo" ou por atrair "coisas negativas" sobre si (isso é superstição!), mas porque o invejoso, é um insatisfeito crônico: quer ter uma vida que não é a sua (é a das revistas, das novelas, dos filmes, é a vida de pessoas próximas...), não saber agradecer pelos seus dons, nem pelas coisas boas que tem e corre o risco de "usar" as pessoas como meio para obter o que ele quer. Como ensina o papa Francisco, o outro é um dom de Deus e aos dons de Deus é necessário dizer "muito obrigado".

Outra coisa que dificulta o relacionamento com uma pessoa invejosa é que ela sempre estará comparando o seu namoro com o de outra pessoa e, geralmente, as comparações se fazem de forma pejorativa para com o parceiro: "você num serve pra nada! Não vê fulano? Isso é que é um namorado..."

A falta de gratidão, de admiração e de elogios sinceros vão minando a relação a ponto de torna-la insustentável, podendo culminar no rompimento traumático.

E que remédios pode se usar para combater a inveja? 

Rezar e meditar sobre o fato de que "Deus não faz distinção entre as pessoas" (Rm 2,11), todos os homens tem igual natureza e igual destino. Não são irmãos em Cristo todos os católicos? E não são todos eles membros da mesma sociedade que é a Igreja?

Peçamos ao Senhor que Ele nos faça enxergar a nossa própria riqueza, que infunda amor sincero pelo próximo e nos dê a capacidade de reconhecer as consequências devastadora que a inveja pode causar na minha vida e na dos outros e a humildade para me alegrar com as conquistas dos outros.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Como a luxúria pode estragar um relacionamento

A teologia católica ensina que a origem de todos os males humanos encontra sua raiz nos chamados "pecados capitais": soberba, avareza, luxúria, inveja, gula, ira e preguiça. Eles interferem, inclusive, no namoro cristão.

Esse é o terceiro texto de uma série de reflexões sobre estes pecados para ajudar cada um a lidar melhor com seus limites e melhorar seu relacionamento e sua vida. Já abordamos a soberba e a avareza, falemos, agora, da luxúria.


Luxúria ou lascívia é o vício contrário à virtude da pureza, caracterizada por pensamentos excessivos de natureza sexual ou um desejo sexual confuso ou incontrolável. Hoje, fala-se muito sobre a compulsão sexual.

Que atos podem se considerar lascivos?
  • Ações libertinas que desrespeitem seu corpo, do outro;
  • O olhar malicioso sobre pessoas e/ou objetos com intuito de obter excitação;
  • Alimentar voluntariamente pensamentos, a imaginação ou os desejos impuros;
  • Fornicação: ter relações sexuais antes do casamento;
  • Adultério: ter relações sexuais extraconjugais;
  • Masturbação: excitação voluntária dos órgãos sexuais;
  • As chamadas perversões como incesto, pedofilia, bestialidade, exibicionismo sexual, sadomasoquismo etc.
  • Pornografia, dentre outras coisas.
Que males a luxúria pode trazer para o relacionamento amoroso?

Um namoro centralizado no sexo, dificilmente, se sustenta por muito tempo. Antecipar as etapas do relacionamento pode gerar sensação de “vazio”, de se sentir usado, abandonado, pode ser gatilho para uma série de atitudes de dominação, violência, possessividade etc., aumenta o risco de DST’s, de gravidez na adolescência; a sensação de desamparo pode levar à transtornos de ansiedade, depressão etc.

A masturbação é sempre, e especialmente no adulto, uma manifestação de pouca maturidade no desenvolvimento da personalidade, já que resulta de não se ter alcançado um nível de adequado autocontrole. Pode levar a sentimentos de culpa e vergonha. A longo prazo, se não se corrige, torna a pessoa mais introvertida, egoísta, sempre às voltas com os seus problemas e incapaz de estabelecer relações de entrega e doação de si mesma com os outros.

A pornografia, adultério, fornicação ou mesmo o desejo sexual incontrolável podem destruir o namoro, o noivado e até o casamento. A pornografia pode levar ao desinteresse pelo parceiro e incentivar a infidelidade, gera expectativas irreais que prejudicam o relacionamento. Acaba por destruir a confiança e a franqueza, qualidades essenciais no casamento. Visto que em geral é feito em secreto, o uso da pornografia muitas vezes leva a enganar e a mentir. O cônjuge se sente traído. Não entende por que seu parceiro não mais o acha atraente.

Na alma, os pecados contra a pureza nublam, entenebrecem e materializam, a inteligência. Cegam-na para as coisas de Deus (1Cor 2, 14). Desmoralizam e embrutecem o coração gerando a acídia ou "preguiça espiritual" ou desleixo para com as coisas sagradas, que, progressivamente, a pessoa passa a ver Deus como um "estraga prazeres" e tende a se afasta Dele, podendo abandonar a religião e cair na impiedade. Por isso, é importante vigiar e orar.

Como superar o vício da luxúria?
  • Buscar compreender quais as verdadeiras razões que o levam ao vício (carência afetiva, imaturidade emocional, medo de compromisso, dificuldade em se relacionar, insatisfação pessoal etc.);
  • Fugir ou evitar aas ocasiões que levam ao pecado;
  • Evitar o ócio e utilizar o tempo de forma produtiva;
  • Vida de oração;
  • Prática da confissão;
  • Penitências e mortificações;
  • Em alguns casos, é necessário ajuda profissional.
Nós fomos feitos para o amor, não para qualquer amor, mas uma amor que tende ao infinito, uma amor sobrenatural e a luxúria vem deteriorar essa tendência ao eterno que reside em mim, ela distorce, deforma a maneira de amar, fazendo com que se viva uma amor egoísta, centralizado na sensação de prazer e não na pessoa do outro, e não em uma amor enquanto doação e entrega total, um amor aberto à fecundidade, um amor tão forte que, a exemplo do Pai e do Filho, seja capaz de gerar um Terceiro.

sábado, 15 de agosto de 2015

Como a avareza pode atrapalhar sua relação

A teologia católica ensina que a origem de todos os males humanos encontram sua origem nos chamados "pecados capitais": soberba, avareza, luxúria, inveja, gula, ira e preguiça. Eles interferem, inclusive, no namoro cristão.

Esse é o segundo texto de uma série de reflexões sobre estes pecados para ajudar cada um a lidar melhor com seus limites e melhorar seu relacionamento e sua vida. Falemos, agora, da avareza.


Avareza é o amor desregrado aos bens materiais, às riquezas e, sobretudo, ao dinheiro.

O avarento é ganancioso, ou seja, anda sempre aflito por ganhar mais dinheiro. A fortuna, para ele, é um fim, e não o meio de prover às necessidades da existência.

O avarento pode ser também sovina, mesquinho, não consegue dividir o que tem, não se desapega de seus bens e quando tem que gastar, parece que lhe arrancam um pedaço de si.

Por amor ao dinheiro, muitos não hesitam em cometer injustiça para com o próximo, fraudes, trapaças, roubos, traição. O avarento não se compadece da miséria.

A avareza afeta todas as áreas da vida, inclusive os relacionamentos amorosos.

O avarento por vezes, confunde os bens materiais com os afetos e acham que quanto mais posses tiverem mais as pessoas gostaram dele. Quantos pais e maridos acham que trabalharem em excesso para acumular bens materiais é mais importante do que oferecer carinho e atenção aos filhos e/ou a esposa!

Mas, seu comportamento, ao contrário, tende a afastar as pessoas ou aproximar apenas os interesseiros. Por isso, muitos avarentos podem se tornar pessoas solitárias, desconfiadas, reclamonas – o que se agrava com a idade.

O avarento tem a tendência a controlar – não só o dinheiro, mas também acaba por se utilizar desse “poder financeiro” para controlar a vida das pessoas que dependem dele.

Além disso, avareza, apego e ciúme estão estritamente relacionados. No fundo, tudo tem a ver com a segurança que o avarento deposita no que tem, e não em Deus. 

Seja no namoro, no noivado e, sobretudo, no casamento, é muito importante e virtuoso economizar com sabedoria. Entretanto, o dinheiro não pode se tornar o principal propósito do casal.

Muitos divórcios e discussões no casamento ocorrem devido às questões financeiras. Mas, na vida conjugal, deve-se romper com a mentalidade do “meu” e do “seu”, pois os bens agora são “nossos”. O casal deve dialogar e entrar em acordo sobre o que, como e onde gastar e economizar.

Se você for o único provedor da casa não sinta que todo o dinheiro é seu e só você pode administrá-lo e gastá-lo. Se você e seu cônjuge trabalham, não dividam os lucros. Coloquem todo o dinheiro em apenas uma conta bancária, conjunta se for possível, desta forma não sentirão que um contribui mais que o outro.

Ao invés de ficar obcecado em ganhar mais e acumular mais riquezas, reserve um tempo também para desfrutarem, juntos do fruto de seu trabalho.

Reze a Deus pedindo a graça da generosidade, para que ele lhe dê um coração desapegado dos bens materiais; lembre-se de que tudo passa neste mundo; e que a Única riqueza de verdade é amar a Deus e o próximo. Medite nos exemplos de Jesus Cristo. Era riquíssimo, quis nascer, viver e morrer, paupérrimo.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Como a soberba pode atrapalhar o namoro

A teologia católica ensina que a origem de todos os males humanos encontram sua origem nos chamados "pecados capitais": soberba, avareza, luxúria, inveja, gula, ira e preguiça. Eles interferem, inclusive, no namoro cristão.

Vamos iniciar uma série de reflexões sobre estes pecados para ajudar cada um a lidar melhor com seus limites e melhorar seu relacionamento e sua vida. Iniciemos com a soberba.



A Soberba consiste numa estima excessiva de si mesmo. São Tomás de Aquino dizia que a soberba é a mãe de todos os vícios.


Quais são as características de uma pessoa soberba?
  • Gaba-se em demasia de suas qualidades; 
  • Não se lembra de dar glória a Deus pelo que recebe;
  • Tem dificuldade de agradecer e reconhecer a ajuda dos outros;
  • Atribui a si mesmo dotes que não possui;
  • Tem a tendência em rebaixar as virtudes dos outros;
  • Gosta de criticar em excesso.
A soberba tem muitos filhos: o orgulho, vaidade, vanglória, arrogância, prepotência, exibicionismo, egocentrismo, ambição, a presunção, e a vanglória.
  1. Orgulho: é quando a pessoa se sente superior aos outros.
  2. Vaidade: ocorre quando o indivíduo quer chamar para si, de maneira incontrolada, a atenção, a admiração, os elogios e homenagens, quase sempre vazios, ilusórios e instáveis. Tais pessoas gostam de aparecer, se exibir, amam aplausos e as bajulações.
  3. Ambição: é o desejo descomedido de glória, honras, fortuna, poder, etc. o ambicioso anda atrás das posições de destaque e das dignidades.
  4. Presunção: é a demasiada confiança em si próprio. Presunção e ambição não raro andam a par. O presunçoso exagera seus talentos, julga-se preparadíssimo para qualquer encargo, acha que sabe tudo, que pode fazer tudo melhor que os outros.
  5. Vanglória: é a mania de se envaidecer por predicados, mais brilhantes e espalhafatosos, do que reais e sólidos; de colher louvores, e pasmar os circunstantes, quanto não há motivo para tanto.
Como a soberba pode atrapalhar um relacionamento?

O orgulho é um pecado que pode levar ao fim muitos relacionamento. São Paulo ensinava que o amor não é orgulhoso, não é ostensivo, exibicionista, não busca o próprio interesse (1Cor 13,4s), justamente, o oposto da soberba. Ela vai destruindo o amor e a cumplicidade de um casal e faz com que as coisas boas que um sente pelo outro acabem se desmoronando até que não reste mais nada.

O soberbo, dificilmente, reconhece seus erros, tem dificuldade em pedir perdão e o perdão é a base para o amor: quanto mais se ama verdadeiramente, quanto mais se perdoa.

Para o soberbo, é sempre o outro que está errado: estudos mostram que, em geral, as pessoas têm três vezes mais a tendência de responsabilizar o outro pelos problemas conjugais. Mas, quem suportaria estar sempre errado em um relacionamento?

O soberbo muitas vezes é inflexível, o que pode aumentar em 38% os conflitos do casal.

Pessoas vaidosas e egocêntricas (derivados da soberba) buscam sempre chamar atenção, ser o centro, são excessivamente emotivas. No início, as suas relações afetivas estão impregnadas de uma paixão frenética e fora de controle, depois, costumam terminar de maneira drástica e tormentosa.

A arrogância e a autossuficiência excessivas vão minando a relação. Não é possível um amor saudável se um dos dois se sente superior ao outro. Aqui, há a dificuldade em reconhecer a própria insuficiência e fraqueza.

O que fazer para superar a soberba?

Tudo começa pela prática da humildade. Buscar reconhecer que Deus é a origem de tudo que somos e temos, reconhecer que, embora sejamos a mais sublime das criaturas que Deus criou, a única que Ele quis para si, nós somos pó (Gn 2,7). Busque exercitar a gratidão a Deus e ao próximo.

É aconselhado que se faça um exame atento, demorado, sincero, de suas misérias, das suas falhas e fraquezas; da inconsistência dessas coisas que lhe envaidecem.

Deve-se buscar a contemplação da humildade de Nosso Senhor, que, sendo Deus, se rebaixou a ponto de revestir-se da humanidade, e sujeitar-se a todas as contingências mais triviais e vis da nossa natureza; depois, a todos os ultrajes.

A virtude da humildade é o maior remédio contra a soberba. Suportar com paciência e mansidão os defeitos dos outros, as humilhações e injustiças é a pedra de toque para saber se somos humildes, dizia São Francisco de Sales.

Se em meu namoro, noivado ou casamento, eu que sou o soberbo, devo exercitar a humildade, rezar e pedir a Deus a graça da transformação pessoal por amor, pois quem ama, quer dar o seu melhor a pessoa amada.

Se o seu parceiro ou parceira é soberbo(a), reze pela graça da compreensão e flexibilidade. Evite brigas e discussões, busque dialogar com ternura e paciência. 

Em um relacionamento amoroso,
o mais forte é aquele que,
primeiro, pede perdão;
é aquele que prefere a paz
a estar sempre certo;
é aquele que reconhece que, juntos, somos muito melhores, do que sozinhos.

Em um relacionamento amoroso, o mais forte é aquele que respeita o tempo do outro, que é flexível. Aquele que sabe que se é belo não apenas quando brilha, mas quando também permite ao outro brilhar.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

A importância de ter valores pessoais firmes para o relacionamento amoroso

Um dos segredos para um namoro e casamento satisfatório é que ambos compartilhem valores semelhantes. Uma pesquisa, realizada em 2001, revelou que aqueles que possuem valores pessoais semelhantes tem chances 22% maiores de avaliar positivamente seu relacionamento.
 
Em parte, o conflito entre valores, pode explicar a dificuldade que casais de denominações religiosas distintas podem enfrentar. Aliás, o Igreja Católica não impede casamento entre de católicos com não-católicos, mas estabelece algumas regras.
 
Mas, o que são valores pessoais?
 
Valores são os princípios que orientam a nossa vida, pode-se dizer que se trata de um conjunto de crenças, mais ou menos duradouras, sobre o que é ou não desejável e funcionam como normas que guiam nossos pensamentos, sentimentos e ações.
 
Nossos valores pessoais se formam através da educação que recebemos de nossos pais, da escola, de nossa cultura, da sociedade e de nossa personalidade.
 
Eles nos motivam agir desta ou daquela maneira, nos ajudam na solução dos conflitos e na tomada de decisões; dessa forma, são os nossos valores que influenciam em que vamos trabalhar, quanto iremos ganhar, com quem vamos nos relacionar, de que modo irei me vestir, como cuidarei de mim e de meus próximos etc.
 
Ao transgredir um desses meus princípios ou ver que outros não o respeitam, posso me sentir culpado, incompleto, preocupado, triste, incompleto, deslocado do contexto, enfim, "desvalorizado".
 
Por exemplo, pensemos na honestidade. Uma pessoa com esse princípio em alto grau poderia ser um exímio relações públicas, mas se sentiria constrangido ao tentar defender um cliente desonesto. Alguém cuja lealdade seja um valor pessoal importante, poderia abrir mão de ótimas oportunidades profissionais se tivesse que trair um amigo. Outra pessoa pode reorganizar toda a sua vida porque para ela o importante é a segurança familiar.

Muitos relacionamentos amorosos acabam, justamente, porque um ou outro não respeita os valores pessoais de seu companheiro(a), às vezes, até exigindo que ele(a) abra mão daquilo que é fundamental em sua vida. É necessário que o casal converse, desde o namoro, sobre as coisas que um e outro mais valoriza para mais na frente isso ser um fator de agregação e não de conflito.
 
Então, pergunto:
Quais são os valores que norteiam a sua vida?
 
Altruísmo, Coragem, Excelência, Saúde, Independência, Honestidade, Justiça, Amor, Paz, Respeito, Deus?
 
Faça uma lista geral de seus valores. Peça para que sua namorada (seu namorado), esposa(o) faça o mesmo e conversem sobre isso. Alinhar os valores do casal é importantíssimo para a harmonia e o crescimento juntos.
 
Sentiu dificuldade? Temos um exercício que pode ajudar, basta clicar AQUI e fazer o download.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

11 tipos de pensamento que podem destruir qualquer relacionamento amoroso

Muitos conflitos no relacionamento surgem a partir de interpretações distorcidas das ações da pessoa amada, são pensamentos automáticos, involuntários, incontroláveis, que ocorrem em uma fração de segundos e que, se o casal não souber questioná-los, pode trazer graves prejuízos ao namoro, noivado e ao casamento.
 
 
O famoso psicólogo Aaron Beck classificou onze tipos de “armadilhas psíquicas” capazes de gerar conflito nos relacionamentos:
1.                   Visão em túnel (abstração seletiva): as pessoas com “visão em túnel” só veem o que se enquadra à sua própria atitude ou estado de espírito, ignorando o restante. Podem, p.ex., deter-se a um minúsculo pormenor e nele fundamentar toda a interpretação de um episódio. Outros detalhes importantes são repudiados, censurados ou minimizados. Isso impede o casal de enxergar os bons momentos do relacionamento e, ao olharem para trás, o que veem é uma cadeia contínua de momentos desagradáveis.
Descobriu-se que, com um pouco de esforço, os casais podem resolver esse tipo de distorção, quando um ou outro começa a recordar e enumerar os momentos bons que viveram todos os dias e, uma vez por semana, conversam sobre o assunto.
2.                   Inferência arbitrária: às vezes, a visão tendenciosa do indivíduo é tão intensa que ele faz juízos desfavoráveis mesmo sem qualquer fundamento para eles. P. ex., a esposa, ouve o marido cantando noutra sala e pensa “ele está fazendo isso para me irritar”. Na realidade, ele cantava apenas porque estava feliz. Outro exemplo: a namorada estava silenciosa no encontro e o namorado pensou “não está falando porque está zangada comigo”; na verdade, ela – que sempre se expressava quando se sentia irritada – estava apenas mergulhada em seus próprios pensamentos.
3.                   Generalização excessiva. Trata-se de uma das mais comuns. São aqueles pensamentos do tipo tudo ou nada, oito ou oitenta, carregado de termos como nunca, sempre, tudo, todos, nenhum. P.ex., “ele nunca me ouve”, “ela sempre me critica”; às vezes, esses pensamentos negativos levam a conclusões desesperançosas sobre o relacionamento: “as coisas nunca vão melhorar” ou contra a própria pessoa “sou um fracasso como pai”
4.                   Pensamento polarizado: é o caso dos pensamentos de extremos opostos, as coisas ou são boas ou más, pretas ou brancas, possíveis ou impossíveis, desejáveis ou indesejáveis, não há pontos intermediários. P.ex., para um perfeccionista, se o desempenho não for perfeito, então terá sido um completo fracasso; outro pensamento típico “ou sua família ou eu”, “ou me submeto ou termino o namoro” – em ambos casos o conflito poderia se negociar um meio termo através do diálogo.  
5.                   Amplificação: são os chamados pensamentos catastróficos ou terrificantes, do tipo “fazer tempestade em copo d’água”. Isso ocorre por se dá grande importância às consequências desse ou daquele episódio. P.ex., o namorado não gostou de a namorada ter mentido para ele, então pensou “agora não posso mais confiar nela”, “se é assim agora, vai piorar quando nos casarmos”, “é terrível ela esconder coisas de mim”. Pensamentos assim, revelam a baixa tolerância à frustração.
6.                   Explicações tendenciosas. Outro tipo de pensamento muito comum. Trata-se de presumir automaticamente que há má-fé por trás das atitudes do outro é reflexo de um modelo mais geral de raciocínio em que se atribui casas para os comportamentos, bons ou maus. P.ex., o namorado que atribui a crise no relacionamento jogando a culpa numa grave falha de caráter da namorada, "tudo é por causa de sua negligência", a mulher pensa "tudo é por causa do seu gênio impulsivo".
7.                   Rotulação negativa: é um processo que decorre das atribuições tendenciosas. P.ex., quando a esposa descobre uma explicação negativa para os atos do marido, é possível que lhe coloque um rótulo crítico. Assim, o marido se transforma num “irresponsável” e a esposa agressora numa “besta” ou numa “idiota”. A esposa ofendida passa assim a reagir segundo os rótulos que colocou no marido como se fossem reais – como se ao chama-lo de tirano ele fosse realmente um tirano.
8.                   Personalização: trata-se de colocar-se como responsável por um acontecimento, sendo que os resultados são consequências de fatores externos incontroláveis. O indivíduo também acredita que o resultado negativo acarreta uma atenção negativa para si (todos estão me olhando feio). P.ex., “meu marido perdeu o emprego porque eu lhe trago azar”
9.                   Leitura dos pensamentos: quem acredita ser capaz de ler o que o outro pensa cai numa armadilha: supõe ver no outro pensamentos e motivos para as atitudes demonstradas que de forma alguma se justificam. Embora, por vezes, acertem, são propensos a erros que prejudicam muito o relacionamento. Outro erro comum é a expectativa de clarividência por parte do(a) parceiro(a): “ela devia saber que não gosto disso”, “ele devia saber o que eu quero”. Não, não deveria! É preciso que você se expresse claramente para que o outro saiba o que você quer.
10.               Raciocínio subjetivo: é a supervalorização das emoções pessoais. Tem-se aí a seguinte crença: quando se sente forte emoção, então esta tem fundamento, está justificada. P.ex., se me sinto ansioso, é porque ela não foi boa para mim. Se estou triste, significa que ela não gosta de mim. Uma variante desses erros cognitivos decorre da responsabilidade excessiva. A esposa que assume a responsabilidade total pelo bem-estar da família pode se saturar de um sentimento de ultraje e silenciosamente acusar o marido: ele não corresponde às expectativas: deveria também suportar o ônus da responsabilidade.
Em muitos casos é necessário ajuda psicológica para enfrentar os pensamentos automáticos recorrentes, principalmente, quando causa graves prejuízos ao convívio a dois.
Alguns conselhos práticos podem ser utilizados para combater essas distorções:
·         Detenha-se aos fatos: controle a sua imaginação e caso não encontre provas concretas de que algo corresponde à realidade, não tome isso como verdade;
·         Busque analisar os fatos de maneira integral;
·         Evite as generalizações exageradas;
·         Questione suas conclusões, às vezes, você pode estar errado!
·         Lembre-se: você não possui superpoderes! Tiver dúvidas, pergunte. O diálogo é sempre melhor do que supor.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Namorados violentos tendem a tornar-se maridos agressivos, assinala estudioso

Artigo muito interessante extraído do blog do Carmadélio
 
Um namoro atormentado pode acabar em maltrato durante a vida matrimonial.
 
Luca Pasquale, membro do Pontifício instituto João Paulo II de Roma para os estudos sobre o matrimônio e a família, compartilhou alguns pontos chaves para detectar os sintomas de um namoro que fará mal à vida matrimonial.
 
Conforme explica Pasquale, autor de várias publicações dedicadas ao cuidado familiar, o maltrato afeta todas as classes sociais, idades, cidades pequenas e grandes metrópoles e não tem relação com a profissão ou sucessos alcançados.
 
Pasquale assinala que durante o namoro qualquer ato de violência é inaceitável, não deve ser tolerado, e deve ser denunciado imediatamente tanto durante o namoro como no matrimônio. “A frase ‘estava nervoso’ não é uma desculpa para levantar a mão”, destaca.
 
“Se a pessoa que temos ao lado demonstra com as suas palavras e com o seu comportamento, que não tem nenhuma estima por nós, significa que as coisas não estão bem. Menosprezar uma pessoa e coloca-la em condições de submissão, como impedir que tenha um trabalho, amizades, criticá-la e ridicularizá-la, são outras formas sutis de violência que prejudicam o casal”, acrescenta.
 
Para Pasquale, que também é especialista em família do Centro para a Pastoral Familiar da Diocese de Roma, outro exemplo de sinais negativos no namoro é que o companheiro minta sistematicamente, oculte algo ou esconda parte de sua vida. “Se isso acontecer, então deveríamos nos preocupar, porque no casal isso não deveria acontecer”, adiciona.
 
“Não é um bom sinal que tenham vergonha daquilo que está no próprio celular: mensagens, ligações, fotos… a vida, sonhos, desejos, contatos, relações pessoais de cada um dos dois devem ser transparentes”.
 
O especialista afirma que para que o relacionamento seja algo saudável, o respeito pela pessoa deve estar na base da relação: “amor, sacrifício de um pelo outro, compartilhar a vida, os projetos da vida…”.
 
Se não houver respeito pela pessoa, diz Pasquale, o casal está em risco de converter-se em algo como “um objeto para os outros, e neste caso, não teria nenhuma diferença em ter uma menina linda ou um telefone bom ou um carro bom”, lamenta.
 
Por último Pasquale recorda que os valores que a Igreja promove são fundamentais para todos na hora de alcançar um namoro saudável que dê lugar a um matrimônio e uma família unidos.
 
“Sem dúvida, na educação estão diminuindo os valores de referência que devem guiar uma relação. Um valor é um pilar nas escolhas: precisamos partir pelo menos de um ponto de referência. A fé cristã indica os valores que podem ser aplicados a todos: cristãos ou não cristãos”, conclui.